39º Semana de Ilhabela día 3


© Rolex / Carlo Borlenghi

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Fuente info RISW

11 de julho de 2012 – 20h34
Regata mais próxima do público agita o evento

O assunto desta quarta-feira (11) em Ilhabela era onde seria realizada a regata do dia e a solução da Comissão de Regatas privilegiou o público. Com a entrada do vento Sul, no início da tarde, a prova da Rolex Ilhabela Sailing Week foi disputada no canal, bem perto do Yacht Club de Ilhabela (YCI). A intensidade entre de 10 a 20 nós e muito sol, garantiram duelos equilibrados e técnicos e um belo espetáculo para o público que estava na orla de ilhabela e de São Sebastião dos 150 barcos inscritos na competição.

Os vencedores do dia também souberam evitar os perigosos baixios do canal, onde alguns barcos chegam a encalhar. Na classe S40, o Pajero (Eduardo Souza Ramos), depois de várias trocas de posições, cruzou a linha de chegada em primeiro. Mérito para a equipe que estava mais atenta. “A vela é uma modalidade que exige muito do atleta, que precisa ter percepção de vários fatores que cercam. Talvez é a que mais obriga atenção total. No caso da regata desta quarta, nós precisamos de dedicação e concentração. Foi longa a perna e com muita adrenalina”, revela Eduardo Souza Ramos.

Especialista em competições de Volta ao Mundo, André Fonseca também apoia a ideia de regatas perto do público, assim como na Volvo Ocean Race, Olimpíada e America´s Cup. “Correr uma regata no meio do mar nem sempre é legal para o público. Às vezes, as provas perto de terra prevalecem apenas um bordo (lado) e acaba ficando um barco atrás do outro. Desta vez, os veleiros ficaram espalhados, possibilitando um belo visual”, conta o integrante do Pajero, barco que está em primeiro na classificação geral na frente do Crioula (Eduardo Plass).

A classe HPE é a que mais se adapta às provas perto da terra pelo tamanho e agilidade. Parecida com as olímpicas, a categoria está reunindo 27 embarcações na Rolex Ilhabela Sailing Week, recorde desde que foi criada em 2004, e não teve um vencedor repetido. Melhor para o time do SER Glass Eternity, de Marcelo Bellotti. “Velejamos com raça e garra. Encaixamos bem a velejada com um barco rápido. O conhecimento da raia, principalmente do canal, fez a diferença. Foi um dia de sul atípico com pouca corrente”, revela Bellotti. “Treino é fundamental na vela. Sempre que posso estou na ilha velejando”.

A vitória desta quarta-feira melhorou a posição do SER Glass Eternity que estava apenas na 17ª colocação e subiu cinco posições. A liderança é do SX4/Bond Girl (Rique Wanderley), seguido por Ginga (Breno Chvaicer) e BSS (Marcelo Christiansen). Na C30, o Loyal TNT (Marcelo Massa) é o líder isolado da categoria que estreia na Rolex Ilhabela Sailing Week 2012. “A regata foi bastante interessante e foi possível ver a evolução dos adversário. Em pouco tempo, os outros C30 reduzirão a vantagem, como o Katana, que é o mais novo da raia”, relata Alexandre Paradeda, do Loyal TNT, que é a tripulação mais profissional da classe.

Nas classes que precisam de rating, como a ORC, o Tomgape Touche (Ernesto Breda) segue liderando no geral e é o grande favorito ao tri. Mas, como era de se esperar, os adversários estão na cola, como o Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli). Os representantes de Campinas (SP) souberam velejar na raia, que dificulta as manobras dos barcos maiores. “Tentamos errar o menos possível para ter um bom resultado no tempo corrigido. Não tivemos problemas com o baixio. O conhecimento do local e a ajuda de velejadores locais também é fundamental nessas horas”, diz André Otomati, integrante do Tembó.

Os outros vencedores do dia foram: Zeus (Inácio Vandressen) na 600, Kiron (Leonardo Cal) na 650 e Prozak (Márcio Finamore) na 700. Entre os RGS, outra disputas acirradas. Na Maxi, que envolve os maiores da categoria, o primeiro no tempo corrigido foi o Maria Preta (Alberto Barreti). Na A, Brekelé (Escola Naval) foi o melhor do dia; na B foi o Tangaroa e na C o Mandinga (Jonas Penteado), que está com 100% de aproveitamento. Entre os Cruiser, há duas subdivisões: Na A, vitória do Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) e na B do Hélio II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo). “Conseguimos um bom aproveitamento nas primeiras regatas. O campeonato, apesar da nossa vantagem, está difícil e nossa estratégia será ampliar o resultado”, revela Marcos Lobo.

Resultados acumulados:

S40 – após 4 regatas
1º – Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) – 8 pp (2+2+3+1)
2º – Crioula (Eduardo Plass) – 9 pontos perdidos (1+5+1+2)
3º – Carioca (Roberto Martins) – 13 pp (4+3+2+4)
4º – Apolonia (Jaime Charad) – 14 pp (5+1+5+3)
5º – Mitsubishi/Energisa (Torben Grael) – 16 pp (3+4+4+5)

C30 – após 4 regatas
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 6 pp (3+1+1+1)
2º – Barracuda (Humberto Diniz da Silva) – 13 pp (5+2+3+3)
3º – Katana (Fábio Filippon) – 13 pp (6+3+2+2)
4º – Kaikias (Tarcisio Mattos) – 15 pp (1+5+5+4)
5º – Corta Vento (Carlos Augusto de Matos) – 17 pp (4+4+4+5)

HPE – após 4 regatas
1º – SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) – 12 pp (3+1+7+2)
2º – Ginga (Bruno Prada) – 17 pp (1+9+2+5)
3º – BSS (Marcelo Christiansen) – 21 pp (5+2+3+11)
4º – Bixiga (Pino Di Segn – 24 pp (6+7+4+7)
5º – Relaxa/Next (Roberto Mangabeira) – 26 pp (13+8+1+4)

ORC Geral – após 3 regatas
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 3 pp (1+1+1)
2º – Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) – 7 pp (2+3+2)
3º – Angela Star (Peter Siemsen) – 12 pp (3+5+4)
4º – Chroma(Luis Crescenzo) – 13 pp (7+3+3)
5º – Asa Alumínio (Mario Martinez) – 14 pp (1+7+6)

ORC 500 – após 4 regatas
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 5 pp (2+1+1+1)
2º – Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) – 12 pp (6+2+2+2)
3º – Angela Star (Peter Siemsen) – 15 pp (3+5+4+3)
4º – Chroma(Luis Crescenzo) – 17 pp (7+3+3+4)
5º – Asa Alumínio (Mário Martinez) – 19 pp (1+7+6+5)

ORC 600 – após 4 regatas
1º – Zeus (Inácio Vandressen) – 8 pp (2+2+3+1)
2º – Ventaneiro (Renato Cunha) – 9 pp (3+3+1+2)
3º – Mad Max (ARG – Julian Somodi) – 20 pp (11+1+2+6)
4º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 23 pp (6+5+8+4)
5º – Marlim (Escola Naval) – 27 pp (5+6+7+9)

ORC 650 – após 4 regatas
1º – Kiron (Leonardo Guilherme Cal) – 6 pp (3+1+1+1)
2º – Bravíssimo (Ivan de Porto Alegre Muniz) – 8 pp (2+2+2+2)
3º – Katana (Francisco Luis Altenburg) – 12 pp (1+4+4+3)
4º – Maestrale (Adalberto Casaes Jr.) – 15 pp (5DNF+3+3+4)

ORC 700 – após 4 regatas
1º – Prozak (Márcio Finamore) – 7 pp (1+2+3+1)
2º – Pachim Mar & Vela/Pacuíba (ARG- Leandro Sanches) – 10 pp (3+1+2+4)
3º – Angra (Escola Naval) – 14 pp (4+4+4+2)
4º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 15 pp (2+3+1+9DNF)
5º – E-Ratix Siriúba (CHI – Carlos Parrague Ayala) – 19 pp (6+5+5+3)

RGS Maxi – após 4 regatas
1º – Maria Preta (José Barreti) – 5 pp (1+2+1+1)
2º – Saravah (Pierre Joullie) – 8 pp (3+1+2+2)
3º – Harpia III (Le Vent Mistral) – 13 pp (2+3+4+4)
4º – Náutico II (ARG) – 15 pp (5+4+3+3)
5º – Sessentão (Alain Simon) – 19 pp (4+5+5+5)

RGS A – após 4 regatas
1º – Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) – 6 pp (1+1+3+1)
2º – Brekelé (Escola Naval) – 10 pp (2+5+2+1)
3º – Fram (Felipe Aidar) – 13 pp (3+3+4+3)
4º – Jazz (Valéria Ravanni) – 14 pp (6+2+1+5)
5º – Quiricomba (Escola Naval) – 20 pp (4+7+5+4)

RGS B – após 4 regatas
1º – Tangaroa (James Bellini) – 6 pp (3+1+1+1)
2º – Palmares (José Romariz) – 17 pp (1+5+6+5)
3º – Revanche (Celso Faria) – 19 pp (10+2+4+3)
4º – BL3 (Clauberto Andrade) – 20 pp (7+7+2+4)
5º – Sereloco (Marcelo Cabral) – 21 (8+3+3+7)

RGS C – após 4 regatas
1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 4 pp (1+1+1+1)
2º – Azulão (Marcello Polônio) – 12 pp (5+3+2+2)
3º – Ariel (Luis Pimenta) – 20 pp (4+4+4+8)
4º – Semp Toshiba/Stroke (Andrea Rogix) – 27 pp (9+5+10+3)
5º – Charade (Roberto Martins) – 27 pp (6+7+8+6)

RGS Cruiser A – após 4 regatas
1º – Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) – 8 pp (1+1+3+3)
2º – Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) – 9 pp (2+4+2+1)
3º – For Sale (Décio Goldfarb) – 9 pp (4+2+1+2)
4º – Charlie Bravo (Prefeitura de Ilhabela) – 22 pp (5+9+4+4)
5º – Magaratz (Cláudio Birolini) – 23 pp (3+5+6+9)

RGS Cruiser B – após 4 regatas
1º – Hélios II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) – 5 pp (2+1+1+1)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 9 pp (3+2+2+2)
3º – Boccalupo (Cláudio Melaragno) – 16 pp (1+6+5+4)
4º – BL3 / Alísios Wind Náutica (Domingos Carelli Neto) – 16 pp (6+3+4+3)
5º – Austral (Antônio de Faria) – 17 (5+4+3+5)

2 pensamientos en “39º Semana de Ilhabela día 3

  1. Hemos leido un sinfin de debates sobre las distintas clases que se están tratando de imponer en Argentina.

    Una vez más Brasil nos demuestra que están un paso adelante nuestro, en lugar de pelearse por hacer el barco más caro o mas exclusivo y nunca formar una clase, un simple barco, también dibujo de Javier, con un presupuesto muy acotado, representa la clase más divertida de Brasil por lejos. Simil lo que sucede con el Platu 25 en España.

    Felicitaciones!!!

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