39º Semana de Ilhabela, resultados finales


© Rolex/carlo Borlenghi

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Fuente info RISW

14 de julho de 2012 – 21h30
Regatas emocionantes marcam final da 39ª edição

Os resultados dentro da água comprovaram que a Rolex Ilhabela Sailing Week é o maior evento de vela oceânica da América Latina. A edição de número 39 do tradicional campeonato teve regatas sendo definidas na última boia entre os 150 barcos, representantes olímpicos se misturando com os amadores e organização de nível internacional. Os duelos também foram acompanhados pelo público com a maioria das provas sendo realizadas no canal de São Sebastião.

Os vencedores em cada categoria foram: Pajero/Gol (S40), Loyal/TNT (C30), SX4/Bond Girl (HPE), Tomgape Touché (ORC Geral e 500), Zeus (ORC 600), Kiron (ORC 650), Prozak (ORC 700), Maria Preta (RGS Maxi), Troop Too (RGS A), Tangaroa (RGS B), Mandinga (RGS C), Chrispin II Kelvin Clima (RGS Cruiser A) e Hélio II- Hospital Sírio Libanês (RGS Cruiser B).

“As regatas estão cada vez mais acirradas e decididas no fim. Isso mostra o investimento das equipes em treinamento e equipamento. O sucesso da HPE com 27 barcos, a força do S40, o surgimento do C30 e o crescimento das classes de rating como ORC e RGS mostram a importância do campeonato”, revela José Manuel Nolasco, diretor de vela O Yacht Club de Ilhabela (YCI). “O clube se orgulha em sediar a competição. Por isso, temos a responsabilidade de fazer o melhor, mostramos nossa capacidade de organização”.

Nesta sábado (14) com sol e ventos variando de 12 a 14 nós, a Comissão de Regatas (CR) fez duas provas no canal de São Sebastião entre os monotipos para desempatar a competição. E, nas três classes, não faltou emoção do começo ao fim. Na S40, O Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) oscilou na primeira do dia e largou em último, mas fez uma incrível recuperação e terminou em segundo. Com isso, precisou apenas marcar seu adversário direto, o Crioula, para garantir o título. Festa para Eduardo Souza Ramos, o pioneiro da competição. “Foi um dia difícil e foi muito bom conquistar mais essa vitória, a nona que conseguimos. Venci a primeira edição, em 73. Nossa vitória pode ser creditada à sorte e também à nossa ótima tripulação. O Bochecha é um ótimo tático e nos ajudou muito”.

“A primeira regata de hoje foi a mais importante do campeonato. Largamos mal, estávamos em quinto, depois de uma escolha errada. Logo a tripulação reagiu e começamos a nos recuperar, tanto que chegamos em segundo. A vibração foi a mesma de que se tivéssemos ganhado o campeonato. Este resultado permitiu que só marcássemos o Crioula na última regata para conseguir o título”, explica André ´Bochecha´ Fonseca.

Domínio do Loyal/TNT – Na C30, que estreou na Rolex Ilhabela Sailing Week, o título foi para o Loyal/TNT (Marcelo Massa), que superou outras cinco embarcações. O tio do piloto de F1 Felipe Massa liderou a equipe, que conta com ícones da vela olímpica nacional como Alexandre Paradeda e Fábio Pillar. “Começamos com pé direito. O barco tem um velejo gostoso e é rápido. A tendência é que as outras tripulações melhorem com o tempo e tenhamos regatas decididas no último momento”, revela o campeão.

“Acredito muito na classe, que deve crescer ainda mais. Para a Rolex Ilhabela Sailing Week, em 2013, poderemos ter de 12 a 13 barcos. Todos que disputaram aqui gostaram muito do barco. O Katana foi para água nesta semana e já ficou em segundo no campeonato”, destaca Massa.

O idealizador do barco, Horácio Carabelli, prestigiou as regatas de C30 em Ilhabela. “O custo benefício é o diferencial do barco. Mais velejadores devem apostar nessa classe,que certamente será uma das maiores em um curto prazo”.

Muita disputa na HPE – Com 27 barcos, recorde desde que foi criada em 2004, a HPE contou com a presença de representantes olímpicos como Bruno Prada e Adriana Kostiw. Mas quem se deu bem foi Rique Wanderley e seu SX4/Bond Girl. O campeonato foi decidido na regata final. Os campeões precisavam chegar na frente do Ginga (Breno Chvaicer) e, mesmo assim, não adotaram a estratégia de marcar os rivais. Fizeram um primeiro e um quinto lugares e somaram 21 pontos contra 31 dos rivais diretos.

“Fizemos a nossa regata e acabou dando certo. Não havia favorito. O título nos enche de orgulho, já que brigamos de igual para igual com os melhores do País, como Bruno Prada, Maurício Santa Cruz, Henrique Haddad e outros que competem na categoria, a mais disputada do oceano”, adianta Rique Wanderley.

O velejador Bruno Prada ajudou o Ginga a ficar com o vice. O atleta embarca nesse domingo (16) para Londres e se juntará a Robert Scheidt. Os dois tentarão a medalha de ouro na classe Star. “Dever cumprido em Ilhabela. Pude competir e descansar com minha esposa e filhos para a Olimpíada. Agora é foco total nos Jogos”.

As classes de rating e o papa títulos – Desde 2010, o lugar mais alto do pódio na ORC Geral é do time do Tomgape Touché (Ernesto Breda). Os tricampeões tiveram uma campanha perfeita nas oito regatas do calendário. “Os adversários evoluíram e está cada vez mais difícil defendermos o título. De qualquer forma, vamos otimizar o barco para manter o ritmo. A ORC está batendo recordes. Temos mais de 120 barcos disputando pelo mundo e a classe continua forte, o que ajuda na evolução dos equipamentos e materiais”, diz Ernesto Breda.

O Tomgape Touche também ganhou na ORC 500. Nas outras divisões, Zeus (Inácio Vandressen) foi o campeão na 600. Os catarinenses do Kiron (Leonardo Guilherme Cal) contaram com o talento do campeão pan-americano Matheus Dellagnelo a bordo e saíram vencedores na 650. Na ORC 700, vantagem para o Prozak (Márcio Finamore), após uma disputa acirrada com o argentino Pachim Mar & Vela/Pacuíba (Leandro Sanches).

Na RGS, que tem uma regra 100% nacional, o Maria Preta (José Barreti) foi o campeão na divisão Maxi, que agrega os maiores veleiros. O bicampeão pan-americano Mario Buckup foi o responsável pela tática. “Estamos muito felizes. Vencer a Rolex Ilhabela Sailing Week é importante para o currículo de todos os velejadores. As regatas são sempre muito próximas e exige atenção total nas provas”.

Na RGS A, o Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) levou a melhor, assim como o Tangaroa (James Bellini) na B. Entre os barcos da subdivisão C, ouro para o Mandinga (Jonas Penteado), que chegou ao último dia de regatas com 100% de aproveitamento. Na Cruiser A, o campeão foi o Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) e na RGS Cruiser B, o Hélios II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo).

Resultados finais:

S40 – após 9 regatas com 1 descarte
1º – Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) – 14 pontos perdidos (2+2+3+1+1+1+2+2+6)
2º – Crioula (Eduardo Plass) – 16 pp (1+5+1+2+3+3+1+1+4)
3º – Carioca (Roberto Martins) – 23 pp (4+3+2+4+2+4+5+3+1)
4º – Mitsubishi/Energisa (Torben Grael) – 28 pp (3+4+4+5+5+2+3+5+2)
5º – Apolonia (Jaime Charad) – 29 pp (5+1+5+3+4+5+4+4+3)

C30 – após 9 regatas com 1 descarte
1º – Loyal/TNT (Marcelo Massa) – 11 pp (3+1+1+1+2+1+1+1+7)
2o – Katana/Energia (Fábio Filippon) – 17 pp (6+3+2+2+1+3+3+2+1)
3º – Barracuda (Humberto Diniz da Silva) – 20 pp (5+2+3+3+3+2+2+3+2)
4º – Kaikias (Tarcisio Mattos) – 29 pp (1+5+5+4+4+4+4+4+3)
5º – Corta Vento (Carlos Augusto de Matos) – 37 pp (4+4+4+5+6+6+5+5+4)

HPE – após 9 regatas com 1 descarte
1º – SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) – 21 pp (3+1+7+2+4+1+4+1+5)
2º – Ginga (Bruno Prada) – 31 pp (1+9+2+5+1+5+2+13+6)
3º – Bixiga (Pino Di Segni – 35 pp (6+7+4+7+5+2+5+4+2)
4º – Artemis (Mark Essle) – 52 pp (8+10+18+8+3+18+1+3+1)
5º – Relaxa/Next (Roberto Mangabeira) – 53 pp (13+8+1+4+12+21+3+5+7)

ORC Geral – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 8 pp (1+1+1+1+2+2+4)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 21 pp (5+6+3+5+1+8,5+1)
3º – Zeus (Inácio Vandressen) – 27,5 pp (10+8+5+3+8,5+1+2)
4º – Kiron (Leonardo Guilherme Cal) – 28 pp (8+14+6+2+3+3+6)
5o – San Chico (Francisco Freitas) – 34 pp (7+7+13+8+5+4+3)

ORC 500 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 9 pp (2+1+1+1+1+2+1+3)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 19 pp (3+5+4+3+2+1+5+1)
3o – San Chico (Francisco Freitas) – 27 pp (4+6+5+6+5+3+2+2)
4º – Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) – 32 pp (6+2+2+2+12+5+3+12)
5º – Chroma (Luis Crescenzo) – 32 pp (7+3+3+4+4+7+4+12)

ORC 600 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Zeus (Inácio Vandressen) – 10 pp (2+2+3+1+1+2+1+1)
2º – Ventaneiro (Renato Cunha) – 14 pp (3+3+1+2+2+1+16+2)
3o – Absoluto (Renato Gama) – 25 pp (16+4+5+3+4+4+2+3)
4º – Mad Max (ARG – Julian Somodi) – 32 pp (11+1+2+6+3+5+16+4)
5º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 36 pp (6+5+8+4+6+3+5+7)

ORC 650 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilherme Cal) – 7 pp (3+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Bravíssimo (Ivan de Porto Alegre Muniz) – 16 pp (2+2+2+2+3+3+3+2)
3º – Maestrale (Adalberto Casaes Jr.) – 19 pp (5+3+3+4+2+2+2+3)
4º – Katana (Francisco Luis Altenburg) – 26 pp (1+4+4+3+4+5+5+5)

ORC 700 – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Prozak (Márcio Finamore) – 11 pp (1+2+4+1+1+4+2)
2º – Angra (Escola Naval) – 16 pp (4+4+1+2+4+9+1)
3º – Pachim Mar & Vela/Pacuíba (ARG- Leandro Sanches) – 16 pp (3+1+3+4+2+3+6)
4º – Mashallah (Guillermo Larrobla) – 25 pp (5+6+6+5+3+2+4)
5º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 26 pp (2+3+2+9+7+6+6)

RGS Maxi – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Maria Preta (José Barreti) – 7 pp (1+2+1+1+1+2+1)
2º – Saravah (Pierre Joullie) – 10 pp (3+1+2+2+3+1+1)
3º – Náutico II (ARG) – 18 pp (5+4+3+3+2+3+3)
4º – Harpia III (Le Vent Mistral) – 21 pp (2+3+4+4+4+4+4)
5º – Sessentão (Alain Simon) – 31 pp (4+5+5+5+6+6+6)

RGS A – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) – 15 pp (1+1+3+2+6+2+11)
2º – Quiricomba (Escola Naval) – 16 pp (4+7+5+4+1+1+1)
3º – Brekelé (Escola Naval) – 18 pp (2+5+2+1+5+11+3)
4º – Fram (Felipe Aidar) – 19 pp (3+3+4+3+3+3+5)
5º – Jazz (Valéria Ravanni) – 21 pp (6+2+1+5+2+5+6)

RGS B – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Tangaroa (James Bellini) – 7 pp (3+1+1+1+1+1+2)
2º – Revanche (Celso Faria) – 20 pp (10+2+4+2+3+4+5)
3º – Sereloco (Marcelo Cabral) – 23 (8+3+3+12+5+3+1)
4º – Palmares (José Romariz) – 23 pp (1+5+6+4+4+9+3)
5º – BL3 (Clauberto Andrade) – 23 pp (7+7+2+3+2+2+9)

RGS C – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 6 pp (1+1+1+1+1+1+1)
2o – Xiliki (Flávio Cantanhede)- 24 pp (2+2+20+4+5+6+5)
3º – Azulão (Marcello Polônio) – 25 pp (5+3+2+2+10+11+3)
4º – Santeria (Maurício Martins) – 33 pp (7+11+7+7+8+2+2)
5º – Ariel (Luis Pimenta) – 33 pp (4+4+4+8+4+9+10)

RGS Cruiser A – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) – 9 pp (2+4+2+1+1+1+2)
2º – For Sale (Décio Goldfarb) – 11 pp (4+2+1+2+2+3+1)
3º – Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) – 13 pp (1+1+3+3+3+2+3)
4º – Magaratz (Cláudio Birolini) – 27 pp (3+5+6+9+4+4+5)
5o – Jubarte 1 (Aldo Sani Jr.) – 34 pp (7+6+7+5+5+5+6)

RGS Cruiser B – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Hélios II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) – 6 pp (2+1+1+1+1+1+1)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 17 pp (3+2+2+2+4+9+4)
3º – Boccalupo (Cláudio Melaragno) – 19 pp (1+6+5+4+3+3+3)
4º – BL3 / Alísios Wind Náutica (Domingos Carelli Neto) – 20 pp (6+3+4+3+2+9+2)
5º – Austral (Antônio de Faria) – 25 (5+4+3+5+6+2+9)

Brasileiro de RGS – classificação final – 6 regatas, 1 descarte
1º Tangaroa (James Bellini) – 8 pp (4+1+3+1+1+2)
2º Mandinga (Jonas Penteado) – 19 pp (1+2+1+7+8+12)
3º Maria Preta (José Barreti) – 26 pp (11+17+2+2+2+9)
4º Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) – 26 pp (7+4+7+4+17+4)
5º Fram (Felipe Aidar) – 35 (10+6+9+5+12+5)

Premiação – No início da noite do sábado, os melhores barcos de cada classe participaram da premiação da 39a. edição da Rolex Ilhabela Sailing Week. Os três mais bem classificados receberam troféus e medalhas. Os comandantes das tripulações campeãs da S40 (Pajero/Eduardo Souza Ramos), HPE (SX4/Bond Girl/Rique Wanderley) e ORC Geral (Tomgape Touché/Ernesto Breda) receberam ainda um relógio Rolex Oyster Perpetual Milgauss.

Neto de Jacques Cousteau faz palestra no YCI – O ativista ambiental Phillip Cousteau Jr. fez uma palestra nesta sexta-feira (13) no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Neto do lendário documentarista Jacques Costeau, o correspondente da CNN falou sobre a importância da limpeza dos oceanos e da ajuda dos velejadores do mundo na preservação dos recursos. “Velejadores são um dos mais preocupados com o setor e por isso ajudam as pessoas próximas a cuidar do meio ambiente. Quem passa muito tempo nos oceanos, como os atletas da Rolex Ilhabela Sailing Week, interage muito com o meio e tem esse papel transformador.”

O norte-americano ressaltou que o Brasil pode liderar as questões ambientais no mundo. “O meio ambiente brasileiro é um tesouro e espero explorar sua diversidade ainda mais. O governo brasileiro deve ficar atento quanto ao código florestal e a preservação de seus recursos hídricos. Outro ponto positivo é que o Brasil faz um trabalho fundamental para evitar o desmatamento, principalmente da Mata Atlântica”, relata. Phillip Costeau Jr. esteve, no mês passado, na Rio+20, evento com lideranças mundiais ocorrido na capital fluminense.

Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios ouro da Mitsubishi Motors e da Semp Toshiba e prata do Bradesco Private. O evento tem apoios da Marinha do Brasil, da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), das Classes ORC, S40, HPE, C30 e BRA-RGS, e parcerias da Prefeitura Municipal de Ilhabela (PMI), do Yacht Club Argentino (YCA), e da Brancante Seguros. A organização, sede e a realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

12 pensamientos en “39º Semana de Ilhabela, resultados finales

  1. O que passo en ilhabela en los S-40 foi una verguenza para el Pajero (Souza Ramos), el Crioula salio el verdadero campeon de fato.El la ultima regata Pajero salio passado (fue llamado por radio) e no volvio tratando de marcar al Crioula sin estar de facto en la regata. Recuerdan en Chile quando el Pajero salio con motor prendido en una regata desde los 4 min.(e no passo nada) esto ahora foi mucho peor.

    • Ahora vi bien la clasificación y creo entender lo que paso. A falta de una regata Pajero sólo tenía que lograr que Crioula no gane o quede segundo para ganar el campeonato asi que largo pasado y lo marco o molesto toda la regata para relegarlo al 4to puesto. Es similar a lo que hicimos con el Patagonia contra el Pisco Sour el ultimo día de la Mitsubishi, unico objetivo retrasar al barco que nos podía ganar. Elegimos hacer match race, y en este caso Pajero intentó lo mismo se me ocurre y no le preocupaba largar pasado porque era su descarte.
      Lo veo como una herramienta legal para ganar un campeonato, nada extraño para mi aunque entiendo la bronca del Crioula. No veo porque Crioula tiene que ser el ganador moral, nada que ver con la situación de Chile pasado.
      Saludos.

  2. El Pajero largo pasado y lo llamaron. Es de muy mal competidor hacer eso, ademas en la comision al ver esta situacion tendrian que haber sacado al barco de la regata y de no hacerlo clavarle un DND que es lo que correspondia.

  3. Es una linda discusión porque si uno larga pasado no tiene la obligación de volver. Y la comisión tampoco podría actuar de oficio y sacarlo de la regata, ¿con qué justificativo, siendo que el Pajero también se estaba jugando el campeonato?. Me interesa mucho la opinión de la gente, y si es de un jury mejor asi todos aprendemos un poco más. Eviten por favor hacer comentarios que no sumen.
    Gracias.

  4. Algo que sí creo que no ayuda es que haya descartes y se usa mucho en la clase Soto 40. Muchas veces no premian al que mejor navega. Es raro encontrar hoy en día un campeonato “serio” en el mundo con descartes. Tal vez si en Ilhabela todas las regatas contaban, el Pajero no hubiese tenido la chance de especular, para pensarlo.

  5. Un barco que no esta en regata y que sabe de eso, no puede molestar otro barco. Ai entra la regla 2, es una conducta no deportista. El match race y la molestia a otro barco hacen parte del juego sí, pero cuando los dos barcos están en regatas. Hay casos que traton de eso en el libro de ISAF.

  6. todo muy raro..barco que usa evolution y electronica larga media eslora pasado y no se dio cuenta y dice no haber escuchado la radio..( puede ser ya que la comunicacion radial no es obligacion de nada)..ninguna lancha ( 3 lanchas de umpires mas las otras que ponen las boyas ) nadie sale a avisarle ( puede ser las de umpires porque habia otra largada con ellos de HPE) ..En la boya de Barlovento nadie avisa nada,,el barco en cuestion de de Souza Ramos,, medio raro todo…Coincido que si un barco sabe que esta pasado y sigue molestando a otros se aplica la regla 2 ( varios cases de la ISAF) .. Ahora los jueces de protestas, que tienen que dar justicia,, no pueden asegurar que el barco sabia que estaba pasado y por ende no pueden aplicar la regla 2..69..
    Juanpa: si vos aseguras que sabian que estaban pasado y fueron a marcar al otro eso es regla 2..ojo…una cosa es hacer mach race,( esta perfecto) , y otra es ESTAR FUERA DE REGATA e ir a molestar a otra barco,)
    Lo que les puede decir,, que los del Criola estaban mas calientes que una pava,,gritaron, patearon,, etc..no se como va a seguir esto..

    • Buen comentario Julian. Yo no estuve ahi asi que mi opinión tiene una validez relativa. Trate de interpretar los hechos y ademas, como no soy un experto en el reglamento quiero seguir aprendiendo. Bastante claro lo que decis y todo hace pensar que fue de esta manera. Lo que hubiese estado bueno que el Crioula protestara para evitar este tipo de situaciones en el futuro inmediato, me refiero al mundial de la clase. Un abrazo y gracias.

      • el Criola protesto en el agua pero segun me dijeron, los jueces ahi no tenian elemento alguno para descalificar o poner un DND al Pajero..Por eso despues , hicieron un informe regla 69 por escrito en tierra como se debe..Yo tampoco soy un experto del reglamento. Lo que te digo que los del Criola no fueron ni a la entrega de premios..

  7. Yo tampóco estoy de acuerdo con la actitud que tuvo el Pajero en la última regata. Ellos se defendieron diciendo que no sabían que estaban pasados, lo que es dudoso, ya que en primer lugar el CR llamo varias veces por radio avisando que estaban pasados, segundo el Crioula que iba al lado protesto varias veces levantando la bandera roja y llamando por radio, y tercero si no tenian la radio prendida tienen el evolution que lo confirma. Además, el CR tampoco actuo bien ya que al percatarse de la situación debio haber mandado una lancha a avisar al Pajero por lo que la escusa que no sabian que largaron pasados no hubiera sido valida al momento de defenderse del protesto. Además todo lo bien que había navegado el Pajero durante el campeonato se vio opacado por esta situación…a la larga la posición en la tabla no es lo más importante. Me parece que situaciones así van en contra del espiritu de la clase, como dijeron antes los del Crioula no fueron a la entrega de premios lo que es perfectamente entendible.

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