S40 en Ilhabela y una polémica entre el Crioula y el Pajero. Opinión de sus respectivos tacticos

Fuente info Veleiros do Sul

Polêmica da S40 na RISW: táticos falam sobre a última regata

A 39º Rolex Ilhabela Sailing Week terminou no fim de semana, mas o resultado na classe S40 ainda está dando o que falar. A vitória do Pajero/Gol no campeonato levantou muita polêmica devido aos fatos ocorridos na última regata do campeonato, realizada no sábado, 14 de julho.

Ao dar a largada o Pajero saiu escapado e não retornou para a linha, apesar da sinalização visual da Comissão de Regatas e dos chamados pelo rádio VHF. O barco, que tinha como tático André Fonseca, o Bochecha, continuou no percurso de contravento e mesmo fora da regata foi para cima do Crioula, e todo tempo atrapalhou o seu adversário. A prova terminou com o Carioca em primeiro lugar, o Crioula em quarto e o Pajero desclassificado por OCS. Mas pela pontuação acumulada o título foi do Pajero.

Levada a questão ao júri internacional, o representante do Pajero alegou que não ouviu pelo rádio o chamado da Comissão de Regatas e que apenas marcaram o adversário na raia. Por falta de provas o júri considerou que o Pajero não infringiu as regras de má conduta ou antidesportiva. O título ficou com o Pajero, por dois pontos de diferença, sobre o Crioula, vice-colocado.

Samuel Albrecht, tático do Crioula comentou o incidente, lamentando a atitude da equipe adversária em relação a sua tripulação, que realiza um trabalho sério e comprometido na classe Soto 40, acompanhando a sua evolução.

“Fomos para o último dia de regatas com 11 pontos perdidos e o Pajero com 9. Tínhamos uma missão muito difícil pois eles (Pajero) possuíam um descarte que era um (3) e nós um (5). Sabíamos que eles tentariam prejudicar ao máximo nossa regata.

Existia a programação para duas regatas no dia, mas como o tempo estava justo, talvez houvesse uma só. No caso de uma, o único resultado que nos daria o título, seria a vitória, sendo que eles deveriam apenas chegar na terceira colocação. Tínhamos que vencer a oitava regata, e acabamos conseguindo. Porém, o Pajero, que chegou a andar em quinto lugar, terminou a regata em segundo lugar, com uma ótima recuperação.

Mais uma vez, seguíamos em desvantagem (porém menor que antes) para a última regata. Poderíamos vencer o campeonato com um primeiro e um segundo lugar, sendo que eles chegassem atrás. Com qualquer outro resultado, o Pajero ganharia o campeonato.

Mais uma vez sabíamos que tentariam nos surpreender na largada e nos atrasar ao máximo. Houve uma disputa quase igual à primeira regata, como no match race. Quando saímos dos giros e nos posicionamos para largar, o Pajero virou na nossa proa faltando uns 30 segundos para largada. Foi quando estivemos muito perto pela popa e por sotavento e fomos levando-os para que saíssem escapados.

Ao sinal de largada, a comissão de regatas subiu a bandeira com a chamada individual e comunicou repetidamente o veleiro escapado. Imediatamente, viramos para o lado direito da raia, quando vimos que o Pajero virou também. Neste momento, ignoraram o fato de não estarem na regata e começaram a soltar o barco em cima da gente, nos atrasando o máximo possível. Neste momento, voltei a chamar a Comissão pelo Rádio e pedi para que repetisse a informação de qual barco teria escapado. Daí em diante foram diversas cambadas, onde tentamos de alguma maneira ou outra sair da marcação, o que não foi possível até o fim da regata, quando já havíamos perdido contato com os demais competidores.

Como velejador, sou a favor do match race e da marcação, mas quando os dois barcos estão em regata. Quando um dos barcos não está em regata, isso se torna má-fé, conduta antidesportiva e navegação desleal. Como velejador, me senti humilhado e agredido.

Cruzando a linha, fizemos um protesto, pela regra 2 da parte 1, sobre navegação leal e espírito esportivo. Os juízes interrogaram as partes e claramente o representante do veleiro Pajero (André Fonseca) disse que não sabia que seu barco estava escapado.

Foi questionado quanto ao uso do VHF, que foi um dos meios de comunicação usados durante todo o campeonato pela comissão de regatas e demais veleiros, mas disse que não tinha conhecimento do mesmo durante a largada mais importante do campeonato, a qual disputava o título contra outro barco. Seria coincidência?

Por falta de provas, os juízes não conseguiram comprovar que o Pajero realmente sabia que estava escapado e assim as coisas ficaram.

Realmente foi muito difícil de digerir esta história, quem estava lá viu o que aconteceu e sabe como as coisas foram feitas. Tentamos reabrir a audiência e iniciar outra sobre outra regra. Fizemos um informe sobre a regra 69 e solicitamos que o comandante do Veleiro Pajero fosse citado a comparecer pra dar sua versão. Infelizmente, isso não aconteceu.

Solicitamos e gostaríamos que a comissão de protesto tivesse ouvido mais gente, como outros competidores, velejadores e que perguntasse se alguém tinha alguma dúvida do que realmente tinha acontecido.

A equipe Crioula volta a competir em Búzios durante a Mitsubishi Sailing Cup, em compromisso assumido com a classe no ano passado”.

Considerando a importância do debate, também ouvimos o velejador olímpico e tático do Pajero, André “Bochecha” Fonseca, sobre os fatos sucedidos na final da disputa.

“Em primeiro lugar, obrigado por querer escutar a nossa parte. O encerramento do campeonato gerou diferentes versões, interpretações e opiniões e, por conseqüência, muita polêmica.

Como todos sabem, houve um protesto depois da largada da última regata da Semana de Vela. O fato foi julgado ainda na água e mais tarde uma nova solicitação de protesto, em terra, foi feita. Em ambas as situações, o júri ouviu os táticos dos dois barcos que apresentaram seus fatos e argumentos. Ambos os júris eram Internacionais da ISAF, composto de cinco Juízes de diferentes países, chegando a uma decisão de desconsiderar o protesto por unanimidade.

Todos os argumentos, explicações e fatos foram apresentados pelas duas embarcações e julgados de acordo com as regras de regata. O campeonato foi excelente e mostrou o alto nível técnico da flotilha com disputas acirradas e grandes velejadas. O que era para ser dito e justificado já foi feito e julgado.

O foco agora são as próximas regatas e os campeonatos que estão por vir. Tenho certeza que as disputas seguirão intensas e acirradas, mostrado todo o potencial da vela gaúcha, brasileira e sul-americana”.

6 pensamientos en “S40 en Ilhabela y una polémica entre el Crioula y el Pajero. Opinión de sus respectivos tacticos

  1. Contra fatos não há argumentos né Bochecha! Não saber que o barco estava escapado, não ter conhecimento do VHF na largada, não olhar prá CR e se interessar pela bandeira de chamada individual… prá um olímpico?! Contra outra rapaz!E tua explicação é formidável… direto ao ponto. Eta juri bom este. Interessante! Quais seriam as provas que aceitariam para se convencer de que eles sabiam ou não que estavam escapados?! A leitura da regata não foi suficiente. Os argumentos e fatos, também não. Ah, o divino poderia ser testemunha. Convenhamos! Então, resumidamente, já temos 3, TRÊS, ocorrências bem particulares e pitorescas do bravo Pajero e seu comandante: este de Ilhabela, o caso de Punta del Este e o caso no Chile. Que retrospecto, hein? Será muita coincidência ou nos mostra o seu carater? Quem viver, verá!

  2. Es imposible que no supieran que estaban pasados en la largada mas importante del campeonato con una flota de solo 5 barcos ademas de que avisaron por VHF y habia bandera.

  3. Me acordé de un capitán que se hizo mala fama y al final nadie quería correr con él, terminó vendiendo el bote por falta de tripulantes. Claro que era la época en que no habían profesionales, nadie corría por plata.

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