Robert Scheidt y Bruno Prada seguirán sus campañas olímpicas en Laser y Finn hasta que haya una decisión final sobre el Star


© Juliana Menezes/Ag. Manga

Fuente info Local

SCHEIDT E PRADA PLANEJAM NOVO CICLO OLÍMPICO EM ANTIGAS CLASSES

Para manter ritmo, medalhistas olímpicos não irão esperar decisão da ISAF sobre volta da classe Star e escolhem Laser e Finn, para mais uma campanha olímpica

São Paulo (SP) – Os medalhistas olímpicos Robert Scheidt e Bruno Prada decidiram se antecipar à decisão final da ISAF (Federação Internacional de Vela) sobre a saída da classe Star dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, e escolheram fazer campanha olímpica para Laser e Finn, respectivamente. De volta ao Brasil, após a conquista do bronze em Londres, a dupla se emocionou durante a entrevista coletiva na sede do Banco do Brasil, em São Paulo. Juntos, Robert e Bruno conquistaram 52 títulos em 11 anos de parceria.

“O momento é feliz por comemorarmos mais uma medalha, a segunda da nossa dupla. Fizemos uma preparação próxima da perfeição. O ciclo foi vitorioso, incluindo dois títulos mundiais, e vitórias em quase todos os outros eventos disputados. Agora correr em outra classe é saudável, já que você não para e continua com táticas de regatas”, revelou Robert Scheidt, que se tornou na Inglaterra o maior medalhista brasileiro da história, com cinco medalhas consecutivas. “Velejar em dupla é muito divertido. Tivemos anos maravilhosos, viajamos pelo mundo e construímos amizades”, completou emocionado.

Na classe Laser, Robert foi oito vezes campeão mundial e soma três medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, além de um tricampeonato pan-americano. Já Bruno, terá de se readequar à categoria dos pesos pesado, a Finn. O proeiro não escondeu as lágrimas ao falar da vitoriosa parceria com Robert Scheidt, que segundo ele, não irá acabar, mesmo se a Star ficar realmente de fora. “Vamos correr campeonatos juntos. Hoje não podemos ficar parados e, por isso, vou voltar para a classe Finn. Será uma readaptação dura e exige dedicação. Foi assim com a Star e, em três anos, conseguimos formar a dupla e levar a prata na China, em 2008. Queremos ficar na Star, que está na nossa veia. Tomara que a ISAF recoloque a categoria na Rio/2016″.

Indefinição da Star pode durar mais de um a ano

Robert Scheidt explicou que as decisões da ISAF são questionáveis e vão contra a vela. “A Star aceita diversos biótipos, é extremamente técnica e tem os principais velejadores do mundo. Seria ideal o retorno da categoria no Rio de Janeiro, que terá vento fraco. Esse período de indefinição pode durar mais de um ano e a gente não pode ficar parado. Por isso vou retomar a Laser, classe que parei em 2007, e acredito que ainda posso ser competitivo”, contou o bicampeão olímpico. “O ciclo de 2016 vale um esforço extra por ser a minha última olimpíada e ser disputada no Rio de Janeiro”.

Bruno Prada afirmou que no alto nível é importante se manter ativo e, por isso, a dupla precisa disputar regatas em várias categorias. O proeiro, além da Finn, se dedicará à HPE na vela de oceano. “É uma decisão provisória da Finn, que pode se tornar definitiva. A readaptação será até o final do ano. Tenho que perder 10 quilos, pois estou com 110. E perder peso é matemática. Vou cortar as delícias como refrigerante, rodízio, lasanha e chocolate, além de pedalar três horas por dia. Minha esposa vai gostar”. O primeiro campeonato dele na Finn será em Miami, na Copa do Mundo, marcada para janeiro de 2013.

Dupla ganha R$ 100 mil de bônus pela medalha

O encontro com a imprensa contou com o diretor de comunicação e marketing do Banco do Brasil, Hayton Jurema da Rocha, e o presidente da Gocil, Washington Cinel, patrocinadores da dupla. Cinel entregou um cheque no valor de R$ 100 mil como bônus pela medalha conquistada em Londres.. “Nosso apoio não é uma paixão e sim o casamento. O ouro não veio agora e virá no Rio/2016. A dupla é focada e dedicada e isso faz a diferença. O bronze é para ser comemorado”, assegurou Washington Cinel, da Gocil.

Já o representante do Banco do Brasil disse que a instituição financeira está orgulhosa de seus campeões. “O compromisso do banco não é de agora com os atletas. Faz bem à nossa imagem ter um campeão representando a instituição. Há um sentimento de vitória pelo que esses atletas fazem pelo esporte brasileiro. O Banco do Brasil seguirá no apoio aos velejadores para 2016″.

Robert Scheidt agradeceu o apoio de mais de 10 anos. Segundo ele, projetos assim devem ser seguidos e copiados. “Quatro anos para a vida pessoal demoram a passar, mas para o esporte voam. Por isso, é preciso polir os atletas e não dá tempo de formar um campeão até os Jogos do Rio de Janeiro. O investimento de agora resulta bem mais pra frente. O Banco do Brasil é um grande exemplo com o vôlei, uma parceira de 30 anos, que se consolida na quadra e na areia”

Na história da vela mundial

Após Atenas/2004, o velejador trocou a Laser pela Star, considerada a classe mais técnica da vela e com grande tradição no Brasil, que revelou nomes como Torben Grael. Na classe das estrelas, Scheidt voltou a brilhar no pódio, ao lado de Bruno Prada. Tricampeões mundiais, os dois ainda foram os primeiros brasileiros a vencer a Copa do Mundo de Vela, em 2011, com vitória em quatro das seis etapas que disputaram.

Robert começou a velejar aos nove anos, com um barco dado de presente pelo pai. Aos onze, ganhou o primeiro título importante da sua carreira, o sul-americano da classe Optimist, que ainda conquistaria mais duas vezes. Mas foi na Laser que o velejador brasileiro começou a fazer história, com três medalhas olímpicas (ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004 e prata em Sydney/2000), oito títulos mundiais, três pan-americanos e mais de 140 títulos.

Com as conquistas olímpicas da Star, Robert Scheidt soma cinco medalhas em cinco participações consecutivas nos Jogos, o que o coloca ao lado dos outros três grandes nomes da história da vela mundial em olimpíadas. O brasileiro Torben Grael, também tem cinco medalhas olímpicas, sendo dois ouros, dois bronzes e uma prata; o dinamarquês Paul Elvstrom, é dono de quatro ouros, conquistados nos Jogos de 1948, 1952, 1956 e 1960 e o inglês Ben Ainslie, que tem quatro ouros e uma prata, o último ouro também conquistado neste domingo na classe Finn.

Robert Scheidt tem patrocínio do Banco do Brasil, Prada, Gocil e Rolex. Bruno Prada tem patrocínio da Gocil e Oakley e apoio do Club Athletico Paulistano. A dupla tem o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Vela e Motor.

Sobre a Gocil

Uma das líderes do mercado de segurança empresarial, eletrônica e pessoal, a Gocil atua no Brasil há quase 30 anos. Além da sua sede em São Paulo, a empresa também possui filiais na Bahia, em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A Gocil atua de forma única, integrando pessoas, processos e tecnologia de ponta, tanto no segmento corporativo como no público.

Deja un comentario

Puedes usar las siguientes etiquetas y atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>


8 × cinco =